Dan Auerbach e Patrick Carney estão de regresso aos discos com "El Camiño", o album que sucede ao aclamado "Brothers" (2010) e que estará disponivel no próximo dia 6 Dezembro através da Nonesuch.
Entretanto, é hoje editado o single de apresentação do sétimo disco da banda do Ohio. "Lonely Boy" está há venda em edição limitada vinyl ou pode ser adquirido gratuitamente se fizerem a pré-order do formato digital no itunes.
Aqui fica a primeira amostra do novo trabalho.....
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Noite de Halloween : As festas estão aí
No próximo dia 31 Outubro regressa o Halloween e já existem várias festas marcadas para esta noite, assim como algumas pré-partys.
No Barreiro, a animação começa logo no Sabado, dia 29 com Frank Marques e Sophia a invadirem o Alburrica para mais uma noite a trocar discos. A entrada é livre.
Em Lisboa, o Santiago Alquimista promete muita animação no seu espaço com as presenças de Yara & Kent, Gatos Vádios e Dj James Blonde.
As portas abrem ás 22h e os bilhetes custam 10€.
Em Sesimbra, o Contraste Coffee Bar tambem está ativo e realiza uma festa com mascaras e muita musica. Entrada livre.
No Barreiro, a animação começa logo no Sabado, dia 29 com Frank Marques e Sophia a invadirem o Alburrica para mais uma noite a trocar discos. A entrada é livre.
Em Lisboa, o Santiago Alquimista promete muita animação no seu espaço com as presenças de Yara & Kent, Gatos Vádios e Dj James Blonde.
As portas abrem ás 22h e os bilhetes custam 10€.
Em Sesimbra, o Contraste Coffee Bar tambem está ativo e realiza uma festa com mascaras e muita musica. Entrada livre.
Chromatics lançam " Kill For Love " em Janeiro
Os Chromatics, banda dance/pop de Portland, preparam-se para editar o seu primeiro album em cinco anos.
"Kill For Love" estará disponivel através da Italians Do It Better e esta é a tracklist:
01 Into the Black
02 Kill for Love
03 Back From the Grave
04 These Streets Will Never Look the Same
05 At Your Door
06 Lady
07 Flashback
08 Running From the Sun
09 Dust to Dust
10 Birds of Paradise
11 Electricity
12 Baby
13 The River
"Kill For Love" estará disponivel através da Italians Do It Better e esta é a tracklist:
01 Into the Black
02 Kill for Love
03 Back From the Grave
04 These Streets Will Never Look the Same
05 At Your Door
06 Lady
07 Flashback
08 Running From the Sun
09 Dust to Dust
10 Birds of Paradise
11 Electricity
12 Baby
13 The River
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Vodafone Mexefeste : Fanfarlo tambem no cartaz
Os Fanfarlo foram hoje anunciados juntamente com Algodão, banda de Carlos Nobre (Da Weasel), Luisa Sobral e Asterisco Cardinal Bomba Caveira no cartaz do Vodafone Mexefeste, que decorre em Lisboa nos próximos dias 2 e 3 Dezembro.
Dos outros nomes anteriormente apresentados destacam-se desde logo Blood Red Shoes, Toro y Moi ou Junior Boys.
Dos outros nomes anteriormente apresentados destacam-se desde logo Blood Red Shoes, Toro y Moi ou Junior Boys.
domingo, 23 de outubro de 2011
Barreiro Rocks 2011 : Cartaz apresentado na próxima Sexta-feira
A organização do festival Barreiro Rocks, que este ano se realiza a 2 e 3 Dezembro, prepara-se para revelar o cartaz do evento na próxima Sexta-feira dia 28 Outubro.
O crooner Vieira, figura emblemática da cidade barreirense,foi o escolhido para anunciar em primeira mão o line-up na pagina do Facebook oficial do Festival (BR).
O Musica Escrita estará atento a este evento, que o ano passado apresentou grandes bandas de rock n´roll no nosso país, tais como Ty Segall, King Khan & The Shrines ou Davila 666, entre outros.
O crooner Vieira, figura emblemática da cidade barreirense,foi o escolhido para anunciar em primeira mão o line-up na pagina do Facebook oficial do Festival (BR).
O Musica Escrita estará atento a este evento, que o ano passado apresentou grandes bandas de rock n´roll no nosso país, tais como Ty Segall, King Khan & The Shrines ou Davila 666, entre outros.
2012 já mexe no que toca a concertos
O ano ainda não acabou e já começam a ser revelados alguns nomes para actuar no nosso país.
Os Mastodon tocam no Coliseu dos Recreios a 22 Janeiro para apresentar o mais recente trabalho "The Hunter".
Tambem os californianos Red Hot Chili Peppers regressam ao nosso país e ao festival Rock in Rio Lisboa, onde certamente poderemos escutar algumas faixas de "I´M With You", décimo disco de originais da banda.
Por falar em festivais, foi anunciado que o Primavera Sound terá uma edição na cidade do Porto durante o próximo mês de Junho, mais precisamente entre os dias 7 e 10 Junho no Parque da Cidade.
Os primeiros 1.000 bilhetes foram colocados à venda a 65€ já esgotaram e é de prever grande afluencia de publico ao evento nortenho.
Os Mastodon tocam no Coliseu dos Recreios a 22 Janeiro para apresentar o mais recente trabalho "The Hunter".
Tambem os californianos Red Hot Chili Peppers regressam ao nosso país e ao festival Rock in Rio Lisboa, onde certamente poderemos escutar algumas faixas de "I´M With You", décimo disco de originais da banda.
Por falar em festivais, foi anunciado que o Primavera Sound terá uma edição na cidade do Porto durante o próximo mês de Junho, mais precisamente entre os dias 7 e 10 Junho no Parque da Cidade.
Os primeiros 1.000 bilhetes foram colocados à venda a 65€ já esgotaram e é de prever grande afluencia de publico ao evento nortenho.
domingo, 7 de agosto de 2011
David Guetta é a primeira confirmação para o festival Sudoeste 2012
Segundo Luis Montez, David Guetta despediu-se com um "Até para o ano" após a sua actuação de ontem no festival Sudoeste, pelo que parece haver já uma confirmação para o evento da Zambujeira do Mar.
Luis Montez referiu ainda que o videoclip do novo single "Without U" foi gravado durante o set do dj francês.
Luis Montez referiu ainda que o videoclip do novo single "Without U" foi gravado durante o set do dj francês.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Mastodon " The Hunter "
Novo album para a banda metal de Atlanta, estará disponivel a 27 Setembro através da Roadrunner e tem várias edições estando já em pré-reserva no sitio oficial do grupo.
Tracklist:
01 Black Tongue
02 Curl of the Burl
03 Blasteroid
04 Stargasm
05 Octopus Has No Friends
06 All the Heavy Lifting
07 The Hunter
08 Dry Bone Valley
09 Thickening
10 Creature Lives
11 Spectrelight
12 Bedazzled Fingernails
13 The Sparrow
Tracklist:
01 Black Tongue
02 Curl of the Burl
03 Blasteroid
04 Stargasm
05 Octopus Has No Friends
06 All the Heavy Lifting
07 The Hunter
08 Dry Bone Valley
09 Thickening
10 Creature Lives
11 Spectrelight
12 Bedazzled Fingernails
13 The Sparrow
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Neon Indian " Era Extraña "
O novo album dos Neon Indian chega ás lojas no próximo dia 13 Setembro através da Transgressive Records e tem uma edição limitada composta por um vinyl, cd, mini sintetizador analogico, t-shirt e poster, sendo que os primeiros 250 exemplares serão autografados por Alan Palomo, mentor deste projecto de chillwave originário do Texas.
Tracklist:
01 Heart: Attack
02 Polish Girl
03 Blindside Kiss
04 Hex Girlfriend
05 Heart: Decay
06 Fall Out
07 Era Extraña
08 Halogen (I Could Be a Shadow)
09 Future Sick
10 Suns Irrupt
11 Heart: Release
Tracklist:
01 Heart: Attack
02 Polish Girl
03 Blindside Kiss
04 Hex Girlfriend
05 Heart: Decay
06 Fall Out
07 Era Extraña
08 Halogen (I Could Be a Shadow)
09 Future Sick
10 Suns Irrupt
11 Heart: Release
Yes em Lisboa
Os Ingleses Yes, mitica banda de rock progressivo, apresentam-se no Coliseu dos Recreios para um concerto no próximo dia 3 Novembro.
Os bilhetes custam 30€ e estarão disponiveis apartir de amanhã.
Os bilhetes custam 30€ e estarão disponiveis apartir de amanhã.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Twin Shadow em Lisboa
George Lewis Jr., que estará presente no festival Paredes de Coura com o seu alter-ego Twin Shadow, regressa a Portugal, mais precisamente a Lisboa a 1 Setembro para actuar no Clube Ferroviário.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Crooked Fingers " Breaks In The Armor "
Novo album para o projecto a solo de Eric Bachmann (Archers of Loaf), estará disponivel a 11 Outubro através da Merge Records e aqui fica o alinhamento:
01 Typhoon
02 Bad Blood
03 The Hatchet
04 The Counterfeiter
05 Heavy Hours
06 Black Candles
07 Went to the City
08 Your Apocalypse
09 War Horses
10 She Toes the Line
11 Our New Favorite
01 Typhoon
02 Bad Blood
03 The Hatchet
04 The Counterfeiter
05 Heavy Hours
06 Black Candles
07 Went to the City
08 Your Apocalypse
09 War Horses
10 She Toes the Line
11 Our New Favorite
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Festival Milhões de Festa 2011 em resumo ( cronica de João Pedro Cordeiro )
Barcelos voltou a receber uma edição do Milhões de Festa, num evento que envolveu mais de 70 projectos musicais e colocou, ainda mais, o festival na rota dos grandes eventos do género, ao trazer a Portugal bandas como os Graveyard, Radio Moscow, Liars, Electrelane ou os muito badalados actualmente Washed Out e MillionYoung.
Mais do que somente um festival de Verão, o MF apresenta um ecletismo e uma diversidade de eventos pouco comum e sem grande comparação em Portugal. Como tal e, de certa maneira, infelizmente, há muitas escolhas que têm de ser tomadas e alguns eventos / concertos acabam por ser perdidos. Tal aconteceu com os eventos Videoteca e Lula Gigante, bem como grande parte dos concertos do palco Lovers & Lollypops que se sobrepunham à muito apetecível piscina.
DIA 22 trazia a Portugal os Liars, aquela banda que, em tempos, nos trocou para uma digressão com os Radiohead. Compreensível, portanto. Mas era também o dia dos suecos Graveyard, com um dos melhores discos do ano, pisar o palco barcelense.
Com início às 14 horas na piscina, coube aos Hill a honra de abrir o festival. Mas como há assuntos a ser tratados antes de se conseguir começar a "festivalar" - mais Sic Radical que isto, era impossível - não foi possivel assistir a este concerto e, por isso, a estreia deu-se com os filhos da terra, Glockenwise. Os barcelenses, desta vez desviados do palco principal do Milhões, onde actuaram no ano passado, para a piscina - afinal, fora ali ao lado que havia sido gravado o vídeo para "Bardamu Girls", single de Building Waves, álbum de estreia da banda -, presentearam os "piscineiros" com o seu habitual garage rock energético, rock sem merdas, como se diz por terras de galos, concerto ao qual nem as cordas da guitarra do vocalista da banda resistiram.
Pelo palco Vice, passavam pouco depois os Riding Pânico. A banda lisboeta trouxe a sua instrumentalização em ponto morto, num concerto que nunca carburou ao nível do que se viu o ano passado, por volta daquela mesma hora, naquele mesmo palco. Um concerto algo sem chama, com o habitual ponto alto em "E se a bela for o monstro".
O mal deste tipo de festivais, com muitos palcos e concertos a começar cedo e muitos seguidos, é arranjar espaço para comer algo e tirar o cloro da piscina que faz alergias a quem for disso. Isto é dizer que após Riding Pânico se seguiu um banho revigorante e um jantar ao bom estilo "camper". Isto significa que os concertos de Motornoise, Shit & Shine, Born a Lion e Aethenor, acabaram por ser perdidos.
Regressou-se a tempo de, supostamente, Gama Bomb. Contudo, uma alteração no alinhamento, fez com que os Zun Zun Egui trocassem de ordem com os Gama Bomb. O tropicalismo dos ingleses não foi especialmente excitante, roçando mesmo o maçador tal era a similaridade entre temas, apesar do assinalável esforço da banda em tentar envolver ao máximo aqueles que se deparavam em sua frente. No palco Vice seguiam-se os Gama Bomb que, por alguns minutos, transformaram as muralhas do baptizado "castelinho" numa saudável pista. Há algo de complicado em disfrutar de uma banda que parece que ela própria não se leva a sério. Isso é divertido durante uns 15/20 minutos, mas acaba por se tornar algo constrangedor após esse tempo, tal como constrangedor são os gritinhos do vocalista. Thrash Metal como já ninguém faz; uns Slayer bem mais temperados. Não da melhor forma, entenda-se.
De certa maneira, veio da Suécia parte da salvação do dia. Afinal, os autores de "Hisigen Blues", inquestionavelmente um dos melhores álbuns do ano, estavam ali à frente a escassos metros de uma plateia que nunca foi especialmente compacta. Como se prevê, foi com temas do recente álbum que a banda mais excitou o público. Temas como "Hisigen Blues", "Ain't Fit to Live Here", "The Siren" ou a fantástica "Uncomfortably Numb", sendo que nesta última vieram ao de cima algumas inconsistências vocais por parte do vocalista da banda.
Os If Lucy Fell, prometeram desde há umas semanas um regresso épico, com este concerto nos Milhões de Festa e não houve como ficar defraudado com o concertos dos Portugueses que foi, até, um dos melhores do festival inteiro. Makoto Yagyu já havia avisado, queria ir em cima das pessoas do palco Vice ao palco Milhões. Não chegou tão longe. Foi até à mesa de som. Intensíssimo do início ao fim, os If Lucy Fell prometeram e cumpriram. Trouxeram, finalmente, a palavra épico a Barcelos nesta edição de 2011 do Milhões de Festa.
A fechar o palco principal deste dia - e o dia de concertos para alguns, como eu -, estavam os aclamados Liars. Há uma relação de amor-ódio com esta banda. Se fritam demasiado, tornam-se algo insuportáveis, mas se tocam as músicas certas, estão lá no ponto. E o mesmo se passou no concerto. A espaços, tanto roçou o excelente, como roçou os limites da suportabilidade. Tendo tocado a fantástica "Scissor", todos ficaram felizes, por certo.
DIA 23 era um dia que, à partida, denotava uma grande inconsistência. Tanto haviam bandas extremamente interessantes, como havia outras que não excitavam minimamente. Um dia que abriu com o insuportável projecto "Traumático Desmame" visto à distância e a grande custo. Mas, da qualidade em níveis míseros ou não, seguiu-se um explosivo concerto do Vianenses Mr.Miyagi. A fama já não é de agora, os Mr.Miyagi são, sem qualquer dúvida, um dos melhores live act existentes no nosso país. E isto, sabe quem já os viu. Não seria, portanto, de prever algo menos que um concerto de contornos épicos, mais uma vez, prestado por uma banda nacional. E quão bizarro é ver mosh pits e circle pits à beira de uma piscina, dando toda uma nova dimensão aos conceitos de crowd surf ou stage dive. Acalmando as hostes e refrigerando a temperatura naturalmente, sem necessidade de mergulhos aquáticos, os Long Way to Alaska preencheram o furo deixado pelos MKRNI, tocando por isso mais cedo que o suposto. Nada cai melhor que uma viagem ao Midwest americano, paisagens naturais de bandas como Owen ou American Football. Os Long Way to Alaska remetem, imediatamente, para estas paisagens. Não é de estranhar, portanto, o quão bem cai isto sentado à beira da piscina ou somente deitado na relva. Poucas bandas se adequam tão bem, ou identificam tão bem, o espírito da piscina do Milhões de Festa como os Long Way to Alaska.
Inicialmente marcado para as 19, o concerto de Million Young acabou por ser adiado para as 21 em função do cancelamento de Kim Ki O (que haveriam de tocar no dia seguinte, na piscina). Mike Diaz veio directamente da flórida com o sol de Miami debaixo do braço e durante cerca de 45 minutos deu dream pop e electro pop fofinho a quem quis dançar, que resultou especialmente bem ao vivo. Ele e a beldade Cynthia, que dá nome à provável melhor musica do projecto.
Os Anti Pop Consortium trouxeram o seu hip hop alternativo a Barcelos, deixando toda a gente a saber de onde roubam os Odd Future. A banda de Beans não faz só rap, como tem inventivos momentos de DJ'ing, uma presença inesgotável em palco e uma clara noção de como dar um concertos apesar de claramente desafados de todo o cartaz. Afinal, eram a única banda de rap presente no alinhamento de mais de setenta bandas.
E o que se salva num concerto de uma banda com claras deficiências técnicas, vocalizações enjoativas e músicas a tender o entediante? Um baixista linda de morrer. Estas são as Vivian Girls, uma das bandas mais reputadas no cartaz do festival. Mas sejamos sinceros, a banda não merece esse estatuto e não fosse Katy Goodman - já disse que ela é linda? -, poucos interesses havia na banda.
Os italianos ZU trouxeram o seu jazzcore a Barcelos. Numa quase jam session de single take, os italianos deram uma nova definição a violência musical, deixando em delírio grande parte dos presentes, num autêntico festival do crowd surf.
Há algo de agridoce num concerto de Secret Chiefs. Se, por um lado, a estética visual da banda - para quem não sabe, membros encapuzados, todos vestidos de negro - é excitante, a parte musical é, porventura, demasiado medieval. Se, por uma lado, há uma presença em palco fantástica e uma clara ilustração do termo espectáculo - sem que sejam necessários grandes artificios -, há uma parte musical a remeter à cavalgada que nos deixam constrangidos por virmos de Punto e não de Frísio. O mais perto que conseguimos de viajar no tempo.
E como nada poderia ser mais esquisito que viajar à idade média, viajamos para a segunda guerra, para Bob Log, segundo episódio da saga do número 3. Ícone do one man band, Bob Log trouxe o seu capacete-de-piloto-da-segunda-guerra-agarrado-a-um-microfone a Barcelos, dando um espectáculo de slide guitar a-bluesada a que nem o Tom Waits fica indiferente. As músicas até podem ser praticamente iguais, as letras indecifráveis, mas há ali uma noção tão grande do que é saber dar um espectáculo, que torna um concerto de Bob Log profundamente memorável e inesquecível, ideal para fechar um dia de concertos.
Para o ÚLTIMO DIA do Milhões de Festa, estava guardado aquele que era, talvez, o mais excitante do cartaz. Pelo menos, aquele que se previa ocupar mais tempo a quem por lá andasse e obrigasse a dificeis escolhas entre eventos.
E tudo começava logo pelo início da tarde, com Kim Ki O e MKRNI a reporem os seus concertos cancelados anteriormente. Se as turcas Kim Ki O trouxeram os Joy Division até à beira da piscina, os MKRNI trouxeram a América do Sul, fazendo-nos sentir lamas dos Andes. Afinal, fazia um calor sensual. Quem estava na piscina sabe. Ainda na piscina, os Nazka foram uma das grandes surpresas do festival, trazendo uma brit-pop psicadélica ao bom estilo de uns Stone Roses ou uns Oasis, por mais estranho que isso possa parecer vindo de uma banda do Chile. O que é verdade, é que para além de Chilenos, foram um verdadeiro chill. Por fim, os Larkin deram aquele que foi, talvez, o melhor concerto naquele palco ao longo dos três dias, suplantando mesmo o concerto dos Mr.Miyagi. Hardcore experimental na onda de uns Refused, os Larkin trouxeram até violinos para junto da água, num concerto em que não faltaram trepadas a colunas e aulas de hidroginástica gratuitas.
O último dia foi também o dia para visitar, por fim, os outros dois palcos em falta no festival. O famigerado palco L&L e o denominado palco do metal, o palco SWR. No primeiro, para o concerto dos Equations, uma banda de post-hardcore progressivo - sim, apeteceu-me -, num onda bem famosa e fértil em Portugal, se nos lembrarmos de bandas como I Had Plans, Without Death Penalty, Adorno, etc. Pautado por um ou outro "prego", poderíamos caracterizar os Equations como o festival do pedal. Afinal, como o próprio guitarrista diz: "calma lá, que a bateria não tem efeitos", perante a vontade do baterista. Com participação vocal de Makoto Yagyu numa das músicas, a banda terminou ainda o set com uma cover de If Lucy Fell e o baterista de Lobster...na bateria. Mais tarde, subiram ao envolvente palco SWR os Löbo. Quem já viu saberá o quão desarmante é um concerto de Löbo ao vivo, tanto pela música como pela entrega e presença dos seus elementos em palco.
O produtor inglês Star Slinger, trouxe o funk e o r&b velhinho com novas roupagens mais electrónicas e deixou meio Barcelos a dançar de forma sensual. Isto, quem tinha par para dançar, que os solteirões como eu, ficaram sentadinhos no muro a ver os outros. E se ainda não estavam cansados de dançar, então Washed Out terá sido o passo seguinte, rumo ao final apoteótico com Radio Moscow, mas já lá vamos.
Washed Out era o cabeça de cartaz do último dia, e trazia o recentíssimo e aclamado Within and Without a Barcelos. Ernest Green, figura de proa do efémero chillwave, veio acompanhado de uma banda completa para trazer alguns dos melhores hits electrónicos do últimos tempos. De certa maneira, pairava ali um certo fantasma chamado Toro Y Moi, tendo em conta o quão similar era o contexto do concerto: figuras do chillwave, acompanhados por uma banda completa, cabeças de cartaz e um hype enorme na altura da actuação. Mas, se Chaz Bundick não correspondeu à altura, Ernest Green e a sua banda estiveram irrepreensíveis, fazendo um misto de Within and Without e Life of Leisure.
O cantar de galo - sintam a ironia - do festival, para os meus lados, claro, deu-se com Radio Moscow, banda mais que aguardada por grande parte do público e que deixou em delírio a massa humana que se densificou em frente do palco principal e deixou em crise a tropa de elite presente no festival. Os Radio Moscow deram um verdadeiro show de rock, ensinando a quem queria ver o que é rock sem pinga de azeite, com classe e sem mariquices. As músicas novas - que deixam antever músicas mais longas e mais instrumentais, isto é, com menos vocalizações - foram intercaladas com a excitante "Mistreating Queen" ou a fantástica "No Good Woman", que fechou o set e deixou tudo molhado, tal foi o orgasmo musical que saiu dali.
Ecos do festival, dizem ainda que os concertos de Lobster, Causa Sui, Karma to Burn, Green Machine e Throes + The Shine, estiveram entre os melhores do festival. Aliás, diz-se ainda que Throes + the Shine fora tão bom, que é uma aposta que tem de ir para a frente tal a originalidade da fusão do rock duro (rock + kuduro).
Barcelos recebeu uma missão de segurança completamente descontextualizada, com uma completa falta de noção do que estavam ali a fazer aqueles seguranças. Acaba por se tornar algo inconcebível que seja proibido à entrada sequer um pêssego ou uma sandes, quando dentro do recinto não há qualquer alternativa alimentar, muito menos para quem seja vegeteriano/vegano. Da mesma maneira que, com concertos a começarem às 18, seja proibido levar-se protector solar para o interior. Pequenas arestas que precisam ainda ser limadas, para que o Milhões de Festa se imponha definitivamente como um dos grandes festivais nacionais. Ah, e mantenha o mesmo feeling e não se venda.
Nota: Este texto foi escrito por João Pedro Cordeiro, que cedeu gentilmente a cronica ao Musica Escrita.
Aqui fica portanto o meu agradecimento.
Mais do que somente um festival de Verão, o MF apresenta um ecletismo e uma diversidade de eventos pouco comum e sem grande comparação em Portugal. Como tal e, de certa maneira, infelizmente, há muitas escolhas que têm de ser tomadas e alguns eventos / concertos acabam por ser perdidos. Tal aconteceu com os eventos Videoteca e Lula Gigante, bem como grande parte dos concertos do palco Lovers & Lollypops que se sobrepunham à muito apetecível piscina.
DIA 22 trazia a Portugal os Liars, aquela banda que, em tempos, nos trocou para uma digressão com os Radiohead. Compreensível, portanto. Mas era também o dia dos suecos Graveyard, com um dos melhores discos do ano, pisar o palco barcelense.
Com início às 14 horas na piscina, coube aos Hill a honra de abrir o festival. Mas como há assuntos a ser tratados antes de se conseguir começar a "festivalar" - mais Sic Radical que isto, era impossível - não foi possivel assistir a este concerto e, por isso, a estreia deu-se com os filhos da terra, Glockenwise. Os barcelenses, desta vez desviados do palco principal do Milhões, onde actuaram no ano passado, para a piscina - afinal, fora ali ao lado que havia sido gravado o vídeo para "Bardamu Girls", single de Building Waves, álbum de estreia da banda -, presentearam os "piscineiros" com o seu habitual garage rock energético, rock sem merdas, como se diz por terras de galos, concerto ao qual nem as cordas da guitarra do vocalista da banda resistiram.
Pelo palco Vice, passavam pouco depois os Riding Pânico. A banda lisboeta trouxe a sua instrumentalização em ponto morto, num concerto que nunca carburou ao nível do que se viu o ano passado, por volta daquela mesma hora, naquele mesmo palco. Um concerto algo sem chama, com o habitual ponto alto em "E se a bela for o monstro".
O mal deste tipo de festivais, com muitos palcos e concertos a começar cedo e muitos seguidos, é arranjar espaço para comer algo e tirar o cloro da piscina que faz alergias a quem for disso. Isto é dizer que após Riding Pânico se seguiu um banho revigorante e um jantar ao bom estilo "camper". Isto significa que os concertos de Motornoise, Shit & Shine, Born a Lion e Aethenor, acabaram por ser perdidos.
Regressou-se a tempo de, supostamente, Gama Bomb. Contudo, uma alteração no alinhamento, fez com que os Zun Zun Egui trocassem de ordem com os Gama Bomb. O tropicalismo dos ingleses não foi especialmente excitante, roçando mesmo o maçador tal era a similaridade entre temas, apesar do assinalável esforço da banda em tentar envolver ao máximo aqueles que se deparavam em sua frente. No palco Vice seguiam-se os Gama Bomb que, por alguns minutos, transformaram as muralhas do baptizado "castelinho" numa saudável pista. Há algo de complicado em disfrutar de uma banda que parece que ela própria não se leva a sério. Isso é divertido durante uns 15/20 minutos, mas acaba por se tornar algo constrangedor após esse tempo, tal como constrangedor são os gritinhos do vocalista. Thrash Metal como já ninguém faz; uns Slayer bem mais temperados. Não da melhor forma, entenda-se.
De certa maneira, veio da Suécia parte da salvação do dia. Afinal, os autores de "Hisigen Blues", inquestionavelmente um dos melhores álbuns do ano, estavam ali à frente a escassos metros de uma plateia que nunca foi especialmente compacta. Como se prevê, foi com temas do recente álbum que a banda mais excitou o público. Temas como "Hisigen Blues", "Ain't Fit to Live Here", "The Siren" ou a fantástica "Uncomfortably Numb", sendo que nesta última vieram ao de cima algumas inconsistências vocais por parte do vocalista da banda.
Os If Lucy Fell, prometeram desde há umas semanas um regresso épico, com este concerto nos Milhões de Festa e não houve como ficar defraudado com o concertos dos Portugueses que foi, até, um dos melhores do festival inteiro. Makoto Yagyu já havia avisado, queria ir em cima das pessoas do palco Vice ao palco Milhões. Não chegou tão longe. Foi até à mesa de som. Intensíssimo do início ao fim, os If Lucy Fell prometeram e cumpriram. Trouxeram, finalmente, a palavra épico a Barcelos nesta edição de 2011 do Milhões de Festa.
A fechar o palco principal deste dia - e o dia de concertos para alguns, como eu -, estavam os aclamados Liars. Há uma relação de amor-ódio com esta banda. Se fritam demasiado, tornam-se algo insuportáveis, mas se tocam as músicas certas, estão lá no ponto. E o mesmo se passou no concerto. A espaços, tanto roçou o excelente, como roçou os limites da suportabilidade. Tendo tocado a fantástica "Scissor", todos ficaram felizes, por certo.
DIA 23 era um dia que, à partida, denotava uma grande inconsistência. Tanto haviam bandas extremamente interessantes, como havia outras que não excitavam minimamente. Um dia que abriu com o insuportável projecto "Traumático Desmame" visto à distância e a grande custo. Mas, da qualidade em níveis míseros ou não, seguiu-se um explosivo concerto do Vianenses Mr.Miyagi. A fama já não é de agora, os Mr.Miyagi são, sem qualquer dúvida, um dos melhores live act existentes no nosso país. E isto, sabe quem já os viu. Não seria, portanto, de prever algo menos que um concerto de contornos épicos, mais uma vez, prestado por uma banda nacional. E quão bizarro é ver mosh pits e circle pits à beira de uma piscina, dando toda uma nova dimensão aos conceitos de crowd surf ou stage dive. Acalmando as hostes e refrigerando a temperatura naturalmente, sem necessidade de mergulhos aquáticos, os Long Way to Alaska preencheram o furo deixado pelos MKRNI, tocando por isso mais cedo que o suposto. Nada cai melhor que uma viagem ao Midwest americano, paisagens naturais de bandas como Owen ou American Football. Os Long Way to Alaska remetem, imediatamente, para estas paisagens. Não é de estranhar, portanto, o quão bem cai isto sentado à beira da piscina ou somente deitado na relva. Poucas bandas se adequam tão bem, ou identificam tão bem, o espírito da piscina do Milhões de Festa como os Long Way to Alaska.
Inicialmente marcado para as 19, o concerto de Million Young acabou por ser adiado para as 21 em função do cancelamento de Kim Ki O (que haveriam de tocar no dia seguinte, na piscina). Mike Diaz veio directamente da flórida com o sol de Miami debaixo do braço e durante cerca de 45 minutos deu dream pop e electro pop fofinho a quem quis dançar, que resultou especialmente bem ao vivo. Ele e a beldade Cynthia, que dá nome à provável melhor musica do projecto.
Os Anti Pop Consortium trouxeram o seu hip hop alternativo a Barcelos, deixando toda a gente a saber de onde roubam os Odd Future. A banda de Beans não faz só rap, como tem inventivos momentos de DJ'ing, uma presença inesgotável em palco e uma clara noção de como dar um concertos apesar de claramente desafados de todo o cartaz. Afinal, eram a única banda de rap presente no alinhamento de mais de setenta bandas.
E o que se salva num concerto de uma banda com claras deficiências técnicas, vocalizações enjoativas e músicas a tender o entediante? Um baixista linda de morrer. Estas são as Vivian Girls, uma das bandas mais reputadas no cartaz do festival. Mas sejamos sinceros, a banda não merece esse estatuto e não fosse Katy Goodman - já disse que ela é linda? -, poucos interesses havia na banda.
Os italianos ZU trouxeram o seu jazzcore a Barcelos. Numa quase jam session de single take, os italianos deram uma nova definição a violência musical, deixando em delírio grande parte dos presentes, num autêntico festival do crowd surf.
Há algo de agridoce num concerto de Secret Chiefs. Se, por um lado, a estética visual da banda - para quem não sabe, membros encapuzados, todos vestidos de negro - é excitante, a parte musical é, porventura, demasiado medieval. Se, por uma lado, há uma presença em palco fantástica e uma clara ilustração do termo espectáculo - sem que sejam necessários grandes artificios -, há uma parte musical a remeter à cavalgada que nos deixam constrangidos por virmos de Punto e não de Frísio. O mais perto que conseguimos de viajar no tempo.
E como nada poderia ser mais esquisito que viajar à idade média, viajamos para a segunda guerra, para Bob Log, segundo episódio da saga do número 3. Ícone do one man band, Bob Log trouxe o seu capacete-de-piloto-da-segunda-guerra-agarrado-a-um-microfone a Barcelos, dando um espectáculo de slide guitar a-bluesada a que nem o Tom Waits fica indiferente. As músicas até podem ser praticamente iguais, as letras indecifráveis, mas há ali uma noção tão grande do que é saber dar um espectáculo, que torna um concerto de Bob Log profundamente memorável e inesquecível, ideal para fechar um dia de concertos.
Para o ÚLTIMO DIA do Milhões de Festa, estava guardado aquele que era, talvez, o mais excitante do cartaz. Pelo menos, aquele que se previa ocupar mais tempo a quem por lá andasse e obrigasse a dificeis escolhas entre eventos.
E tudo começava logo pelo início da tarde, com Kim Ki O e MKRNI a reporem os seus concertos cancelados anteriormente. Se as turcas Kim Ki O trouxeram os Joy Division até à beira da piscina, os MKRNI trouxeram a América do Sul, fazendo-nos sentir lamas dos Andes. Afinal, fazia um calor sensual. Quem estava na piscina sabe. Ainda na piscina, os Nazka foram uma das grandes surpresas do festival, trazendo uma brit-pop psicadélica ao bom estilo de uns Stone Roses ou uns Oasis, por mais estranho que isso possa parecer vindo de uma banda do Chile. O que é verdade, é que para além de Chilenos, foram um verdadeiro chill. Por fim, os Larkin deram aquele que foi, talvez, o melhor concerto naquele palco ao longo dos três dias, suplantando mesmo o concerto dos Mr.Miyagi. Hardcore experimental na onda de uns Refused, os Larkin trouxeram até violinos para junto da água, num concerto em que não faltaram trepadas a colunas e aulas de hidroginástica gratuitas.
O último dia foi também o dia para visitar, por fim, os outros dois palcos em falta no festival. O famigerado palco L&L e o denominado palco do metal, o palco SWR. No primeiro, para o concerto dos Equations, uma banda de post-hardcore progressivo - sim, apeteceu-me -, num onda bem famosa e fértil em Portugal, se nos lembrarmos de bandas como I Had Plans, Without Death Penalty, Adorno, etc. Pautado por um ou outro "prego", poderíamos caracterizar os Equations como o festival do pedal. Afinal, como o próprio guitarrista diz: "calma lá, que a bateria não tem efeitos", perante a vontade do baterista. Com participação vocal de Makoto Yagyu numa das músicas, a banda terminou ainda o set com uma cover de If Lucy Fell e o baterista de Lobster...na bateria. Mais tarde, subiram ao envolvente palco SWR os Löbo. Quem já viu saberá o quão desarmante é um concerto de Löbo ao vivo, tanto pela música como pela entrega e presença dos seus elementos em palco.
O produtor inglês Star Slinger, trouxe o funk e o r&b velhinho com novas roupagens mais electrónicas e deixou meio Barcelos a dançar de forma sensual. Isto, quem tinha par para dançar, que os solteirões como eu, ficaram sentadinhos no muro a ver os outros. E se ainda não estavam cansados de dançar, então Washed Out terá sido o passo seguinte, rumo ao final apoteótico com Radio Moscow, mas já lá vamos.
Washed Out era o cabeça de cartaz do último dia, e trazia o recentíssimo e aclamado Within and Without a Barcelos. Ernest Green, figura de proa do efémero chillwave, veio acompanhado de uma banda completa para trazer alguns dos melhores hits electrónicos do últimos tempos. De certa maneira, pairava ali um certo fantasma chamado Toro Y Moi, tendo em conta o quão similar era o contexto do concerto: figuras do chillwave, acompanhados por uma banda completa, cabeças de cartaz e um hype enorme na altura da actuação. Mas, se Chaz Bundick não correspondeu à altura, Ernest Green e a sua banda estiveram irrepreensíveis, fazendo um misto de Within and Without e Life of Leisure.
O cantar de galo - sintam a ironia - do festival, para os meus lados, claro, deu-se com Radio Moscow, banda mais que aguardada por grande parte do público e que deixou em delírio a massa humana que se densificou em frente do palco principal e deixou em crise a tropa de elite presente no festival. Os Radio Moscow deram um verdadeiro show de rock, ensinando a quem queria ver o que é rock sem pinga de azeite, com classe e sem mariquices. As músicas novas - que deixam antever músicas mais longas e mais instrumentais, isto é, com menos vocalizações - foram intercaladas com a excitante "Mistreating Queen" ou a fantástica "No Good Woman", que fechou o set e deixou tudo molhado, tal foi o orgasmo musical que saiu dali.
Ecos do festival, dizem ainda que os concertos de Lobster, Causa Sui, Karma to Burn, Green Machine e Throes + The Shine, estiveram entre os melhores do festival. Aliás, diz-se ainda que Throes + the Shine fora tão bom, que é uma aposta que tem de ir para a frente tal a originalidade da fusão do rock duro (rock + kuduro).
Barcelos recebeu uma missão de segurança completamente descontextualizada, com uma completa falta de noção do que estavam ali a fazer aqueles seguranças. Acaba por se tornar algo inconcebível que seja proibido à entrada sequer um pêssego ou uma sandes, quando dentro do recinto não há qualquer alternativa alimentar, muito menos para quem seja vegeteriano/vegano. Da mesma maneira que, com concertos a começarem às 18, seja proibido levar-se protector solar para o interior. Pequenas arestas que precisam ainda ser limadas, para que o Milhões de Festa se imponha definitivamente como um dos grandes festivais nacionais. Ah, e mantenha o mesmo feeling e não se venda.
Nota: Este texto foi escrito por João Pedro Cordeiro, que cedeu gentilmente a cronica ao Musica Escrita.
Aqui fica portanto o meu agradecimento.
The Antlers no Lux em Novembro
Os The Antlers passam pelo nosso país no próximo mês de Novembro para um concerto no Lux em Lisboa.
A banda de New York vem apresentar "Burst Apart" (2011) e os bilhetes para o espectaculo custam 18€.
A banda de New York vem apresentar "Burst Apart" (2011) e os bilhetes para o espectaculo custam 18€.
terça-feira, 26 de julho de 2011
The Mission no Porto e em Lisboa
A banda de Leeds vem a Portugal nos próximos dias 14 e 15 Outubro para actuar no Hard Club - Porto (14) e Sala TMN ao Vivo - Lisboa (15) respectivamente.
Trata-se assim o regresso ao activo de um dos nomes mais conceituados do gothic/rock britanico e serve para comemorar os vinte e cinco anos de carreira do grupo.
Trata-se assim o regresso ao activo de um dos nomes mais conceituados do gothic/rock britanico e serve para comemorar os vinte e cinco anos de carreira do grupo.
Yellowcard em Portugal
Os norte-americanos Yellowcard estreiam-se em terras lusas no próximo dia 18 Dezembro para apresentar o setimo trabalho de originais, "When you're through thinking, Say Yes".
O local deste concerto é a sala TMN ao Vivo em Lisboa e os bilhetes estarão disponiveis a 29 Julho (sexta-feira) nos locais habituais.
O local deste concerto é a sala TMN ao Vivo em Lisboa e os bilhetes estarão disponiveis a 29 Julho (sexta-feira) nos locais habituais.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Animal Collective @ CCB ( cronica )
Os norte-americanos Animal Collective estiveram esta noite no CCB para um concerto que gerava enorme expectativa entre aqueles que se deslocaram àquela sala de espectaculos da capital.
Coube aos Portuenses Aquaparque a honra de fazerem a primeira parte e o duo composto por Pedro Magina e André Abel entrou em palco passavam poucos minutos das 21h.
Com dois albuns editados, "É isso aí"(2009) e "Pintura Moderna"(2011), os Aquaparque iniciaram o concerto numa toada morna e com uma qualidade de som aquem da esperada para um local como o CCB.
Se a nivel ritmico a banda tem boas ideias que resultam nos discos de estudio, ao vivo não são tão entusiasmantes e apenas na parte final conseguiram colocar alguns pezinhos a bater/ cabeças a abanar com a pop/electronica que os caracteriza.
22h - O colectivo de Baltimore, composto por David Portner aka Avey Tare; Brian Weitz (Geologist); Josh Dibb (Deakin) e o nosso conhecido Noah Lennox aka Panda Bear, entra em palco para grande contentamento dos presentes (que praticamente encheram o grande auditório do CCB) e começa a destilar a sua musica experimentalista, carregada de psicadelismo com salpicos pop aqui e ali.
Apesar do som continuar (tal nos Aquaparque) a não corresponder às expectativas (notaram-se ligeiras melhorias), os Animal Collective foram passando em revista temas do aclamado "Merriweather Post Pavillion"(2009) como "Change" (iniciou o concerto) "Brothersport" (com nova roupagem) ou "Summertime Clothes" (ultima faixa), não esquecendo tambem os outros discos que editaram até à data ou faixas que vamos poder escutar no próximo disco.
O encore fez-se a um ritmo lento e foi composto por "I´d Rather", "Little Kid" finalizando com "Taste".
Estranheza para a pouca interacção com o publico, mais não fosse pelo "simples" facto de Noah Lennox viver no nosso país ou pelo carinho que sempre foi dispensado à banda pelos Portugueses (nota alta para os minutos que separaram o final da actuação e o encore, onde os AC foram brindados com uma salva de palmas que quase fazia cair o CCB), mas tambem pela não inclusão de "My Girls", "Peacebone" ou até "Fireworks" no alinhamento do espectaculo, o que terá deixado um ligeiro "amargo de boca" nos presentes....quem sabe venha a ser recompensado numa próxima passagem do grupo pelo nosso país.
Coube aos Portuenses Aquaparque a honra de fazerem a primeira parte e o duo composto por Pedro Magina e André Abel entrou em palco passavam poucos minutos das 21h.
Com dois albuns editados, "É isso aí"(2009) e "Pintura Moderna"(2011), os Aquaparque iniciaram o concerto numa toada morna e com uma qualidade de som aquem da esperada para um local como o CCB.
Se a nivel ritmico a banda tem boas ideias que resultam nos discos de estudio, ao vivo não são tão entusiasmantes e apenas na parte final conseguiram colocar alguns pezinhos a bater/ cabeças a abanar com a pop/electronica que os caracteriza.
22h - O colectivo de Baltimore, composto por David Portner aka Avey Tare; Brian Weitz (Geologist); Josh Dibb (Deakin) e o nosso conhecido Noah Lennox aka Panda Bear, entra em palco para grande contentamento dos presentes (que praticamente encheram o grande auditório do CCB) e começa a destilar a sua musica experimentalista, carregada de psicadelismo com salpicos pop aqui e ali.
Apesar do som continuar (tal nos Aquaparque) a não corresponder às expectativas (notaram-se ligeiras melhorias), os Animal Collective foram passando em revista temas do aclamado "Merriweather Post Pavillion"(2009) como "Change" (iniciou o concerto) "Brothersport" (com nova roupagem) ou "Summertime Clothes" (ultima faixa), não esquecendo tambem os outros discos que editaram até à data ou faixas que vamos poder escutar no próximo disco.
O encore fez-se a um ritmo lento e foi composto por "I´d Rather", "Little Kid" finalizando com "Taste".
Estranheza para a pouca interacção com o publico, mais não fosse pelo "simples" facto de Noah Lennox viver no nosso país ou pelo carinho que sempre foi dispensado à banda pelos Portugueses (nota alta para os minutos que separaram o final da actuação e o encore, onde os AC foram brindados com uma salva de palmas que quase fazia cair o CCB), mas tambem pela não inclusão de "My Girls", "Peacebone" ou até "Fireworks" no alinhamento do espectaculo, o que terá deixado um ligeiro "amargo de boca" nos presentes....quem sabe venha a ser recompensado numa próxima passagem do grupo pelo nosso país.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Damon Albarn com novo projecto musical
O musico Damon Albarn (Blur/Gorillaz) resolveu formar um novo projecto musical de forma a gravar um disco para ajudar o povo da Republica Demoratica do Congo (RDC).
O projecto chama-se RDC Music e é composto por T-E-E-D (Totally Enormous Extinct Dinosaurs), Dan The Automator, Jneiro Jarel, Richard Russell, Actress, Marc Antoine, Jo Gunton e Kwes que se irão deslocar ao país africano em breve para tentar gravar um album em sete dias.
Todos os proveitos do disco seguem directamente para a Oxfam que tratará de prestar ajuda humanitária a um dos povos mais pobres do mundo, como já havia feito aquando da ultima parceria com Albarn no projecto Mali Music.
Mais uma vez é de louvar o que alguns artistas do mundo da musica vão fazendo para ajudar os desfavorecidos.
O projecto chama-se RDC Music e é composto por T-E-E-D (Totally Enormous Extinct Dinosaurs), Dan The Automator, Jneiro Jarel, Richard Russell, Actress, Marc Antoine, Jo Gunton e Kwes que se irão deslocar ao país africano em breve para tentar gravar um album em sete dias.
Todos os proveitos do disco seguem directamente para a Oxfam que tratará de prestar ajuda humanitária a um dos povos mais pobres do mundo, como já havia feito aquando da ultima parceria com Albarn no projecto Mali Music.
Mais uma vez é de louvar o que alguns artistas do mundo da musica vão fazendo para ajudar os desfavorecidos.
High Places " Original Colours "
A banda electronica/pop de Los Angeles está de regresso com o novo "Original Colours", que sucede a High Places vs Mankind(2010) e será editado no próximo dia 11 Outubro através da Thrill Jockey.
Alinhamento:
01 Year Off
02 The Oull Pull
03 Sonora
04 Ahead Stop
05 Sophia
06 Dry Lake
07 Morning Ritual
08 Banksia
09 Twenty Seven
10 Altos Lugares
Alinhamento:
01 Year Off
02 The Oull Pull
03 Sonora
04 Ahead Stop
05 Sophia
06 Dry Lake
07 Morning Ritual
08 Banksia
09 Twenty Seven
10 Altos Lugares
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Future Islands " On The Water "
A banda de Baltimore prepara-se para lançar o novo album a 11 Outubro através da Thrill Jockey e esta é a tracklist:
01 On the Water
02 Before the Bridge
03 The Great Fire
04 Open
05 Where I Found You
06 Give Us the Wind
07 Close to None
08 Balance
09 Tybee Island
10 Grease
01 On the Water
02 Before the Bridge
03 The Great Fire
04 Open
05 Where I Found You
06 Give Us the Wind
07 Close to None
08 Balance
09 Tybee Island
10 Grease
Subscrever:
Mensagens (Atom)


















